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Sobre o blog

A intenção é promover um diálogo entre fotografia, geografia e jornalismo.

Não é proposta, a princípio, trabalhar com o factual. Muitos blogueiros fazem isso com a maior competência. Os que mais sigo estão indicados na lista.

A menor interferência possível nos comentários também é proposta do blog.

Obrigado pela leitura ou espiada.





sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jovens e paz


(Os participantes da Conferência "Juventude e Segurança Pública" - foto do blog do Sepé - Fabiano Seixas)

(Texto publicado nesta quinta-feira no Monitor Campista)

Estávamos todos trabalhando e de vez em quando surgia uma piada, uma conversa amena. Aí uma colega de trabalho recebe um telefonema que muda aquele momento. Era a realidade dura, lá de fora. Vinha de seu marido que acabara de passar pela Avenida 28 de Março. Houve tiroteio e ele queria que a colega o aguardasse para acompanhá-la. Um cuidado. Um carinho. Ambos são jovens, têm menos de 25 anos.

Passei imediatamente a pensar em como é injusta a violência que interrompe tanta potencialidade jovem, tanta promessa. E de como é interessante esse momento em que a juventude ganha as ruas de Campos para pedir um basta. Para pedir reflexão, mobilização social e política a fim de combater a violência que tem matado jovens. São muitos, mesmo numa cidade que até um tempo atrás era adjetivada como pacata.

Em todo mundo pensadores de várias áreas debatem fenômenos atuais como a falta de mobilização social a escassez de bandeiras que levem as pessoas à mobilização. E quando se reflete sobre o anestesiamento social é inevitável não pensar ou citar o jovem, os jovens. São eles a parte mais sensível das mobilizações. Foram eles a força popular mais robusta na derrubada de um presidente manchado pela corrupção – Fernando Collor – que tristemente voltou à cena política.

Talvez tenham sido eles as maiores vítimas das ditaduras recém-encerradas, a brasileira e outras tão ou mais cruéis na América do Sul. Os jovens que saíram às ruas de Campos não fizeram apenas um ato para a mídia preencher suas pautas. O movimento de mobilização contra a violência está tendo sequência. A conferência realizada no IFF para colher sugestões e ideias da juventude local e de autoridades mostra isso. O blog de Fabiano Seixas aqui tem
boas informações sobre o assunto.

Uma outra mobilização, de interesse de todos nós diz respeito a relações saudáveis em família, entre amigos, nos lugares públicos num esforço para desenvolver uma cultura de paz. É urgente colocar nas pautas de discussões das câmaras de vereadores, nas assembléias, no Congresso Nacional um debate maduro sobre o que fazer com o flagelo das drogas. É urgente repensar nossos hábitos e desestimular, esvaziar uma cultura de consumismo e individualismo tão facilmente identificada em out doors, na mídia, nas conversas de muita gente.

Ciência na imprensa de Campos


Nesta foto produzida pela Impar Comunicação, da assessoria de imprensa do IFF (ex-Cefet) professores debatem detalhes de projetos de monografias de alunos do 6º período da Licenciatura de Geografia. Já faz um tempo que acho totalmente viável a criação de uma editoria específica para ciências na imprensa de Campos.

Acredito que a produção acadêmica das faculdades e universidades locais dá conta disso.
Não só uma repercussão do que é pesquisado em mestrados, doutorados, mas até mesmo projetos propostos pelos professores às graduações.

Os temas pesquisados com o rigor da academia e escritos na linguagem acessível dos comunicadores sociais podem informar à população e melhorar a qualidade da pauta dos jornalistas.

De maneira geral o que se produz nas instituições de pesquisa e ensino chega aos jornais via trabalho de suas assessorias de imprensa. É cômodo para as empresas de comunicação. Mas pode-se e deve-se ir mais longe.

A sociedade só tem a ganhar com a presença mais constante das mídias na universidades e estas provavelmente poderão aferir a credibilidade e validade de seus esforços. Há grandes questões soterradas em estantes de bibliotecas das instituições. É democrático e interessante que essas produções não passem apenas e eventualmente pelas mãos de quem pesquisa.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Nenhuma palavra

Na lida com Jung, Vygostky, a geografia do mundo contemporâneo e prática pedagógica, seminários e provas...

Não vou falar nesta postagem de coisas complexas do mundo. De como alguém muito rico e talentoso desumaniza-se até morrer na miséria de uma vida solitária.

Tampouco conseguirei pesquisar nos bastidores do poder o gene de nossa vida política calcada na administração da miséria, na demagocia e em sua grande mãe, a mentira.

Hoje, tudo que posso oferecer a quem caiu nesta página no oceano da internet é esta ave e um fragmento de sua vida, para a qual não há seis dias de trabalho e um de descanso.

Quando a vi com pés tão delicados postos na pedra impenetrável e na água frágil que transforma, senti a enorme emoção de constatar como a vida pode ser tão bela sem que se diga uma só palavra.

Quem sou eu

Os colegas têm em mãos uma ferramenta versátil e interativa. Para as postagens pedimos que se identifiquem. Assim, nossas manifestações poderão ser ainda mais responsáveis. Todos estão convidados a contribuir acrescentando com seus comentários informações, dados, detalhes que tornem nossa comunicação melhor. Para os comentários optamos pela mediação possibilitada pelo blospot. Mas nossa intenção é apenas resguardar pessoas e nossa instituição. Tão logo seja possível eles estarão na página. Outra questão é que o blog pretende-se dinâmico. Muda de acordo com as interações. Por exemplo, se os colegas quiserem criamos seções para artigos, crônicas, poesias, reflexões. Mandem seus textos assinados para iffcamposcentro@gmail.com No mais, vamos falando... Antonio Fernando Nunes - Comunicação Social do campus